domingo, 25 de setembro de 2011
“Se eu chorar, não me faça muitas perguntas,
não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro.” Caio Fernando Abreu
Por vezes não sei o que escrever.

A inspiração bate, mas não consigo ‘colocar no papel’. É difícil, ainda mais quando a Solidão está por perto. Ah você também a conhece? Grande companheira minha, não que eu goste dela, mas como ela sempre está comigo a gente se acostuma com sua presença. Outra velha amiga minha é a Felicidade, mas faz tanto tempo que esta não me visita, e eu gosto tanto de estar com ela. Mas sempre quando a Felicidade esta comigo, a Inveja vem de intrusa, garota malvada, ela odeia a felicidade e logo, eu a odeio. Outra que não vejo faz tempo é a Paz, garota onde está você? É bom visitar os amigos sabe, não deixa-los morrendo de saudades. A Surpresa as vezes me visita e as vezes vem junto com a Decepção, é claro que eu não gosto da Decepção. Quem gosta dela afinal? Agora tem um que nunca, nunca me abandona. Adivinhem. É o Amor. Garoto lindo, amável e cheio de boas qualidades. Apesar de que, alguns não gostam dele por que o confundem com a Rejeição. O Amor é totalmente contrário a Rejeição, que é desprezível e só te deixa mal. Vocês sempre estarão comigo, queira eu, ou não. Por pouco, ou muito tempo. Sendo bons ou más companhias.
Não vou perguntar por que você voltou,

acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem mesmo você sabe qual é. Não há explicação, compreende? Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que um silêncio basta? É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo.
Sabe aquele medo horrível que você tem de sofrer?

terça-feira, 20 de setembro de 2011
Eu digo: Nossa, tô cansada. Alguém responde: De quê? De fazer nada?
esse alguém é minha mãe
Perdoe.

Porque talvez quem precise de perdão amanhã seja você mesmo.
Quando um parente meu diz que vai pros EUA:
Pessoas normais:
Ah tio, que legal! Aproveita e traz uma lembrancinha para mim?Eu: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ME LEVA, POR FAVOR! EU
FAÇO TUDO O QUE VOCÊ QUISER, MAS ME LEVA, ME LEVA!
É isso, sei lá, mas acho que amo você.

Amo de todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem o seu ar. Sem idade, porque a mesma vontade que eu tenho de te comer no banheiro eu tenho de passear de mãos dadas com você empurrando nossos bisnetos.
E por fim te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano.
Você está conversando com a sua melhor amiga
Ai alguém quer conversar a sós com ela.A vontade é de falar:
ELA VAI ME CONTAR TUDO DEPOIS
MESMO, IDIOTA!
(
Quando tem um apagão:
( ) AI MEU DEUS! AONDE TEM UMA VELA?
(X) AI MEU DEUS! CADÊ MEU CELULAR?
Todos os dias quando acordo,

a primeira coisa que faço é sentir a sua falta.
E esperamos que um dia,

nossas vidas possam se encontrar.
Ele não faz muito pela minha angústia existencial,
até por não saber. E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: me deixar leve. Sabe rir mole de bobeira? Sabe dançar idiota de alegria? Sabe dormir gemendo de saudade? Sabe tomar banho sorrindo para a sua pele? Sabe cantar bem alto para o mundo entender? Sabe se achar bonita mesmo de pijama e olheiras? Sabe ter ânsia de vômito segundos antes de vê-lo e ter fome de mundo segundos depois de abraçá-lo? Sabe não aguentar? Sabe sobrevoar o frio, o cinza, os medos, os erros e tudo que pode dar errado? Ele consegue fazer com que eu me perdoe por apenas viver sem questionar tanto.
Gosto de namorinhos de portão,
brincadeiras de cinema, tédio à dois. Gosto do romance antiguinho, o brega. Gosto de labios encontrados, olhos se paquerando, corações batendo no mesmo rítimo. Gosto de sentir um arrepio quando as mãos andam dadas, quando a brincadeira do meio fio gera um abraço após uma meia queda. Gosto de amores longilínios, não precisa ter um eterno a cada frase dada, só precisa ser sentido, mantido, verdadeiro.
Rafaela'
Já me enganei
sobre muitas pessoas e também me enganei sobre mim mesma. já disse nunca mais e fiz tudo de novo. já pensei que fosse pra sempre e nem percebi quando acabou. sim, errei muito e erro sempre. machuco quem não deveria e me decepciono com aqueles que eu mais amo. já escrevi e não mandei, já disse te amo quando deveria dizer 'te quero bem' e já quis dizer te amo e no lugar disse apenas 'eu gosto de você'. sei exatamente o que quero fazer daqui a 10 anos, mas não sei que roupa vou colocar amanhã. não lembro o que comi ontem, mas lembro exatamente de cada palavra de carinho que já ouvi. sinto saudade do que não tive, sinto falta até mesmo de quem esta perto de mim. posso amar sem ser notado, posso morrer de ciúmes e mesmo assim conseguir sorrir, posso esquecer quem me deixou triste; mas não esqueço jamais de quem me fez feliz.
E eu não faço questão de ter mais nada, quando eu tenho você!
sábado, 17 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Está difícil pequeno soldado,
você estava certo quando dizia que eu ainda iria me sufocar com esses acúmulos exagerados dentro de mim, essa mania de resgatar dor e gastar amor pelos cantos. Dor sobre dor não alivia, não adianta fechar a porta se a fresta for larga demais, o frio continuara entrando. O coração está mofado com esse vazio. O meu vazio faz eco com meus textos e sacaneia minha tentativa de me reerguer.
Meu vazio incomoda e se acomoda em todas as minhas frestas, eu escrevo e ele me lembra que o destinatário ficara em branco. Ah pequeno soldado, você já até cresceu e eu aqui tentando lembrar como se cresce, como se fortalece, como assumo esse meu vazio? Você dizia que eu era gigante e daqui de baixo eu nem te enxergo mais, diminui pra achatar o que eu sentia e não adiantou. Ah pequeno, me ajuda a vencer esses vazios extremos? Diga alguma coisa com voz rouca pro eco conhecer você, falo tanto de ti pequeno e eles balançam a cabeça com dó. Ah pequeno, me salva daqui? Jessica F
Ele ainda a espera.
Sei disso porque o vejo debruçado no parapeito da janela observando aquela lua que insiste em ofuscar-lhe a visão que só suas constantes piscadelas resolvem. Também ouso afirmar que ele ainda a guarda. Assim o faz todas as vezes que a vê passando, com seu brilho que não se esconde entre seus medos e inseguranças. Diferente dele, é claro, que vive titubeando os passos e morre de medo de um futuro incerto. Já pra ela, estes são os melhores e mais saborosos, afinal, eles deixam de ser algo, em certa parte.Disso ela entende bem – deixar de ser. Deixou de ser a gaveta cheia das lembranças fresquinhas que insistiam em virar presente e futuro novamente. Deixou de ser as horas de constantes sorrisos por estar ao lado de quem se gosta. Deixou de ser a de sempre, para tornar-se a que era constantemente. Deixou de ser sorriso para se transformar em lágrima em forma de canção (convenhamos, canção composta para aliviar a dor, ou escondê-la no pote de bolachas).Mas o brilho da estrela não foi impedido, meu caro, ele continua brilhando, e tenho absoluta certeza de que ainda brilha no coração daquele garoto que se morde a noite toda de saudade da sua estrela. Da sua ex-estrela, ou da quase sua estrela. Brilha e ascende em cada dia de escuridão, ou nas noites claras. E é exatamente isso que o faz sentir saudade, sentir desejo da volta. Por isso que ainda a espera.Quanto à adorável mocinha? Ela continua caminhando por aí, meio sem direção, na esperança de encontrar uma janela para se apoiar e reclamar suas dores… ela vive bem sem ele – bem vazia e incompleta, devo acrescentar – mas há algum pedacinho de céu que ainda ficou fazendo dança sobre seus cabelos cor de café. Um pedacinho que ele deu à ela, dizendo: ‘’Somos nós pequena, você cresceu e se transformou nisso tudo. No além das estrelas.’’Pensativa estava ela quando ouviu essas palavras. Como é que se vai além do que se é, afinal de contas? Ela desconfiava, mas o melhor de tudo, era ele quem sabia. Isabela C
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