quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Seu jeito de sorrir,
de olhar, o que você fala, seu perfume, como age em situações complicadas, sempre tão racional, mas sempre deixando transparecer que tem um coração que vale ouro. Sua voz, sua sinceridade, suas palhaçadas, suas confissões, o modo como fica quando lembra de algo do seu passado, sua risada que é única… é, eu reparo em tudo isso e a cada dia que passa eu tenho mais certeza. Eu nunca conheci alguém como você e nunca senti algo tão forte assim por alguém.
Vem, cuida de mim.
Me deixa sorrindo à toa como você sempre faz. Me abraça forte e não me deixa sair nem se eu quiser. Canta pra mim. Me conta os seus sonhos e medos. Faz o mundo girar só pra gente. Deixa eu te chamar de bobo, idiota e falar que eu te odeio. Fala que eu fico linda quando estou com raiva. Tira o meu cabelo do rosto, encosta a pontinha dos dedos na minha boca e fica me olhando sem dizer nada, só por olhar. Bagunça a minha cama, a minha vida. Me faz esquecer de tudo e fica comigo pra sempre. Eu te preciso.
Se não era amor,

era da mesma família. Pois sobrou o que sobre de corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma especie de avião em queda que agente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200Km/hora e estou voltando a pé pra cassa, avariada.”
Martha Medeiros
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Deixa eu cantar pra ti, meu guri.
Enquanto o dia resplandece lá fora, deixa a noite dominar nossos peitos inflados de tanto apreço. Fecha teus olhos e curte os nós. Curte nós, não desfaça-nos. Permita-me ser teu sonho; tua fantasia. Permita-me atravessar além da porta de vidro que a vida nos impôs. Seja essa poesia ambulante, uma voz no meu ouvido, uma voz em meu coração. Deixa escapar estes rótulos tão limitados. Esqueça paixão, esqueça amor, esqueça vínculos formados. Somos um nó. Nós. Vários deles, formando laços. Devaneios, quimeras. A saudade que chama pra perto. Somos nada mais do que pura imaginação, querido. Mas uma imaginação boa. Gostosa. Intensa. Somos o que quisermos ser. Eu e você. Nós. À sós. (Nicole Cardoso)
Combinamos que não era amor.

Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós.A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre.Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer.Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso.Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você?Coitado.Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre.E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor.E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro.Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita. (Tati B.)
“Ele não é só um cara…
Esse sim, esquenta as suas mãos e escuta os seus impropérios e gracinhas com o mesmo apego. Ele não te deixou apodrecendo ali onde você não pudesse incomodar. Ele é diferente de tudo o que é errado em seu mundo e em outros mundos. Você diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. (…) Te ensinou a gostar de surpresas. Ele é diferente. Ele não é só um cara. Ele te ouve como se te entendesse, fala como quem soubesse o que dizer e não diz nada muitas vezes, porque ele entende os silêncios. Ele existe. Você sabe que seriam bons amigos, bons parceiros, bons inimigos, mas você prefere ser a garota dele. E sabe que serão importantes na história um do outro para sempre, independentemente de tudo que estiver pra acontecer. Porque ele não é só um cara. Você não quer mais só um cara. E ele é tudo que você quer hoje.”
(Tati Bernardi)
E se eu esquecesse de tudo;

de você, de nós e desse sentimento o que você faria? Você tentaria me fazer lembrar? Você ainda continuaria aqui, do meu lado? E se eu me mudasse pro outro lado do mundo, você ainda me amaria? Você continuaria a lembrar de mim e do meu sorriso? E se por algum motivo, eu tivesse que sumir da sua vida, o que você faria? Você viria atrás de mim ou me deixaria ir? E se eu fechasse os olhos e nunca mais acordasse, você guardaria alguma lembrança de mim? Você continuaria a sorrir, só de lembrar meu nome? Tantos “e se…” se passam na minha cabeça e a única certeza que eu tenho, é que é você hoje, amanhã e sempre, independente de qualquer coisa.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Quando eu era criança

eu tinha vergonha de dizer EU TE AMO hoje eu tenho medo.
Quando estou numa festa de criança:
Eba!! vou brincar no pula pula.
Quando chego no pula pula eles me barram, dizendo que não tenho mais idade.
Eu tento fazer um drama para ele me deixar pular, mas mesmo assim ele não deixa.
Então eu volto até a mesa para comer coxinhas.
kkkkkkkkkkkkkkk fato
“Ninguém

(seja homem ou mulher) é bonito fisicamente, esbelto, bom de cama, e jovem pra toda vida… a velhice vem pra todos e com ela a solidão para os que pensam dessa forma! Quem ama não enxerga os defeitos que o tempo trás… mas aprende a transformá-los em motivos para amar ainda mais!”
E tem aquela hora em que você pensa:

O que tem de errado comigo ?
(…) Vou te pedir que fique.
Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.
Caio Fernando Abreu
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